Vinicius de Lima Ferreira
Sobre o Vini
Quando criança, eu já gostava de pintar molduras de gesso que eu mesmo fazia. Era apaixonado por pinturas. Certa vez, meu pai ganhou um disco de um pianista chamado Richard Clayderman e, quando ele ouvia o disco, aquilo me remetia muito às danças de balé que eu via na televisão. Uma vez, meu pai me levou ao circo pela primeira vez, no bairro da Glória, aqui no Espírito Santo. Fiquei completamente encantado com as danças, os números e todo aquele brilho e glamour.
Depois disso, vivia dando cambalhotas pela casa. Era no chão, no sofá e nas cadeiras. O quebra-molas que havia em frente à minha casa servia de base para eu fazer minhas esparcatas. Nas árvores, eu me pendurava e brincava.
Certa vez, uma família circense veio morar no mesmo condomínio onde eu morava e fez uma apresentação na quadra do condomínio.
Durante a semana, alguns integrantes dessa família ficavam treinando nas árvores da rua. Quando eu chegava da escola, queria ficar ali, observando os treinamentos. Comecei a fazer amizade com eles e, quando percebi, já estava aprendendo a trabalhar com laços e estalar chicotes.
Até que, um dia, fui fazer uma participação em uma apresentação em Jacaraípe, na Serra. Depois disso, não parei mais.
Quando cheguei à fase adulta, comecei a pegar trabalhos e contratos em outros circos que apareciam pela cidade.
Viajei pelo Brasil, conhecendo outras companhias e, nesse período, fui aprendendo cada vez mais: um número atrás do outro!